sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Sindicatos e movimentos sociais ocupam Porto de Maceió contra decretos que favorecem usineiros

A marcha vermelha e verde que saiu da Praça Sinimbu, localizada no centro de .
Maceió, na manhã desta quinta-feira (29), composta por representantes sindicais e de movimentos sociais de todo Estado ocuparam o Porto de Maceió. No Porto os manifestantes impdedem a entrada e saída de carretas com cargas de açúcar e outros produtos. As categorias se juntaram em protesto contra o descaso do Governo do Estado nas áreas da Saúde, Educação e também contra a situação da reforma agrária em Alagoas.
Um trio elétrico  puxou a marcha  com uma foto do governador com o nariz de Pinóquio, onde ele é colocado como o “mentiroso do ano”.
Segundo o professor Luiz Gomes, da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), em Arapiraca, o protesto na verdade é contra o decreto do governador Teotonio Vilela Filho que beneficiou os usineiros, quando paralelamente informa não ter dinheiro para a instituição de ensino. “Há dois meses estamos parados e o governo não resolve a nossa situação. Queremos dedicação exclusiva que é recomendação  do Mec e a progressão horizontal por tempo de serviço”.
O Correio de Alagoas também ouviu a liderança do MLST no estado, Theobaldo Lima, que questiona a falta de compromisso da presidente Dilma Rousseff com a reforma agrária no país e especificamente em Alagoas. “Estamos protestando contra a reintegração de posse de seis áreas que ficam na região da zona da mata alagoana e que vai atingir duas mil e duzentas famílias, algumas há mais de doze anos em acampamento. A presidente esqueceu o compromisso com a classe trabalhadora  e está investindo no agronegócio”, ressalta o professor.
Para o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Isaac Jackson, a luta é incansável e insubstituível porque o governo até agora não apontou na direção do trabalhador. “A luta é do campo e da cidade, e não é somente por salários, nem plano de cargos e carreiras, e sim por uma Alagoas com Saúde, Educação e Segurança dignas”. Segundo Isaac, o protesto não se limita somente contra o Governo do Estado, mas também provoca reações contra o Governo Federal. “A reforma agrária precisa de posições definitivas, porque no momento ela está capengando”.
O coordenador da Comissão da Pastoral da Terra (CPT), Carlos Lima, afirmou que o movimento se voltava , especificamente, para duas questões. Primeiro, disse Carlinhos da CPT, como é conhecido, que cobravam a elucidação da morte do líder dos sem-terra Jaelson Melquíades, assassinado há seis anos na Fazenda São Sebastião, em Atalaia, sem qulaquer responsável pelas autores material e intelctual punidos. E depois, enfatiza, repúdio à decisão do governador Teotonio Vilela isentando os usineiros dos impostos."Há seis anos assassinaram o companheiro Jaelson e não tem ninguém preso. Com o decreto do governador, o estado deixa de arreacadar oitenta e cinco milhões, enquanto com apenas sete poderia comprar quatro áreas para a CPT, MTL, MLST e MST que seriam as terras da São Semeão, Cavaleira e Bota Velha em Murici, e a São Sebastião, em Atalaia", relata.
 Adaptado de: http://correiodealagoas.com.br/noticia/4681/cidades/2012/11/29/sindicatos-e-movimentos-sociais-invadem-porto-de-maceio.html

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